Por que uma empresa tem mais resultado que a outra?

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Por Rafael Jeronymo

Atualizado em 08/05/22

Vivemos num mundo em constante transformação, onde a concorrência cresce exponencialmente, as inovações mudam antigas filosofias de trabalho e a globalização tornou os mercados cada vez mais abertos e competitivos. Entretanto, independente das mudanças e da velocidade em que elas ocorrem, o que prevalece é a interação humana em praticamente tudo, e é evidente que os resultados são fortemente dependentes da capacidade de realização das pessoas.

Uma reflexão que vale a pena ser feita é que se as empresas têm acesso a praticamente aos mesmos recursos, tecnologias, mercados, etc, por que uma organização entrega mais resultado que a outra? As razões são inúmeras, mas seguramente uma das principais é o fator humano como diferencial potencializador neste processo. Aproveitar ao máximo as capacidades intelectuais das pessoas certamente leva as empresas ao caminho do sucesso, mas infelizmente nem sempre é assim.

Em 2021 realizei uma pesquisa com centenas de pessoas de diversos ramos de atuação, cargos e tamanhos de empresas para entender como as habilidades humanas eram aproveitadas. O resultado revelou que 46% dos profissionais acreditam que seu potencial é subaproveitado, ou seja, as pessoas declaram que a organização não extrai a plena capacidade delas, e isso é péssimo, por dois motivos: primeiro, se as pessoas estão trabalhando abaixo de seu potencial, a empresa está deixando de colher os resultados de um desempenho superior. Segundo, se as pessoas não sentem que estão contribuindo, elas se tornam desmotivadas e são um peso morto que a organização carregará.

Tendo em vista esse cenário, inteligentemente as empresas passaram ter um olhar mais atento para isso, e acompanhando essa visão, a filosofia Lean Manufacturing agregou a chamada oitava perda com as demais sete já existentes (defeito, super produção, espera, transporte, movimentação, super processamento e inventário). A oitava perda foi descrita como a “não utilização das capacidades intelectuais das pessoas”, abrindo uma nova e abrangente perspectiva sobre esse tema para as empresas que adotam programas de melhoria contínua. A pesquisa também revelou que há certa cegueira intrínseca nas empresas que não possuem um programa de melhoria, sendo que nesses casos não há a percepção de tal desperdício e as pessoas consideram normal rodar abaixo do seu potencial.

Dado que este desperdício foi revisitado, as empresas criaram programas de captação de ideias, além de ampliar a recepção propostas vindas de todos os níveis da organização. Com isso, as pessoas que realizam o trabalho no nível onde o valor acontece tiveram a oportunidade de sugerir melhorias e de mudar os padrões de trabalho, transformando o ambiente laboral em um local mais inclusivo e aberto a novas abordagens. O resultado dessa filosofia é que a organização consegue potencializar as capacidades, enquanto motiva as pessoas a ter um olhar mais atento ao trabalho.

Por fim, esse novo contexto permite que as empresas cresçam com baixo investimento, enquanto melhoram a retenção e o engajamento dos funcionários, que usam as habilidades atuais e a buscar novos horizontes de aprimoramento para um novo patamar de entregas. Desta forma, cria-se uma cultura voltada à melhoria contínua onde a organização e as pessoas evoluem constantemente e o efeito dessa equação poderosa são melhores resultados e pessoas mais engajadas com o futuro da empresa.

Para ler na íntegra a pesquisa realizada e ter acesso às recomendações de como superar um cenário de subaproveitamento, baixe o ebook no link abaixo. Essa leitura abrirá uma nova perspectiva no que se refere à percepção das perdas e aproveitamento humano.

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